Foi assim que tudo começou...


Aos 13 anos de idade, Vanderlei Nunes de Oliveira (Kapeta), ganhou de presente de seu pai um JIPE Willys ano 1.957, na cidade de Naviraí-MS, JIPE esse que não ficava muito em seu poder, pois além de ser menor e sem habilitação, causava problemas com a polícia local, pois sua residência era em frente ao quartel da polícia, mesmo assim sempre dava trabalho ao seu pai que tinha que tirá-lo de atoleiros e lugares que imaginava que podia passar aos redores da cidade, assim começava uma paixão verdadeira pelo JIPE seguindo os passos de seu pai. Após dois anos com o JIPE o Sr. Paulo (pai do Kapeta) precisou vender o JIPE, o que o deixou muito triste, agoniado e “dizem” revoltado. Mesmo sem seu brinquedo a paixão não acabou e sim só aumentou, onde só pode concretizar novamente aos 21 anos de idade, quando já morava na cidade de Dourados-MS, onde mudou-se para trabalhar e estudar, adquirindo um JIPE Willys ano 74 (motivo de piada para todos os seus amigos) para transportar em seu interior uma moto de competição (motocross) iniciando assim novamente suas aventuras e passeios já com a habilitação e maior (só na idade, porque no juízo...). No ano de 1.991 somente ele curtia seu jipe pelo centro de Dourados, pois, era um veículo já ultrapassado e esquecido, pra não dizer “fora da moda”. Mas sempre com a idéia de curtir mais o seu JIPE, coisa que sempre acontecia sem parceiros, pois quando encontrava outro proprietário de JIPE, normalmente não concordavam com suas idéias (até hoje continuavam não sendo muito boas).
 

Em meados de 1.997 seu amigo Evandro Viegas Lemes (Jamelão) o acompanhava com sua picape Willys F 75 4x4, fazendo páreo com o JIPE, mais tarde também se juntou a dupla Alcieres Couto Canhete (Bira) que contra a vontade de seu pai adquiriu um JIPE Willys ano 63 que estava guardado sem funcionamento em uma residência em Dourados (o Bira mesmo fez o funcionamento, pois era o mecânico oficial dos jipes), partindo desse trio, não diminuíram nem faltaram companheiros para curtirem juntos essas aventuras, como o Sr. Gidalte Machado (Ferro Velho 180), Rogério Assunção (Truck Center Diesel), Cassiano (funcionário público - este vendeu o JIPE posteriormente por exigência da noiva, o qual ficou sem o JIPE e o casamento acabou não acontecendo; dizem que até hoje chora pelos dois, aí já eram 6 os integrantes da turma, todos com a mesma paixão pelo 4x4, assim nascia a idéia de se formar um JIPE CLUBE. Como primeiro passo, o Kapeta procurou um desenhista (Jorge) que trabalhava num jornal local para através de idéias fizeram o desenho do JIPE CLUBE DOURADOS que é hoje a logomarca. Kapeta sempre conta e ressalta a todos que o jipe é um elo de aproximação de pessoas, pois de qualquer faixa etária, profissão e sexo, sempre é abordado para perguntarem sobre curiosidades do jipe, ou de alguma maneira na vida sempre alguém teve envolvimento com JIPE, mesmo que seja pelos seus antepassados, como meio de locomoção.
 

Hoje já é bem conhecido pelos JIPEIROS onde vai, principalmente aqui no Mato Grosso do Sul, pois se a pessoa não o conhece, pelo menos seu JIPE cor-de-rosa (que não abre mão dessa cor) já viu ou ouviu falar. Apesar de sempre dizer que é rosa de machão ele mesmo repete sempre o ditado que “o que não parece com o dono é roubado”. Também em 1.997 chegaram em Dourados, os irmãos Carlos e Sérgio Sartori, oriundo do interior do Paraná, da cidade de Rondon, sendo que um dos irmãos o Carlos (Jaketaí) aprendeu a dirigir em um JIPE que não possuía embreagem e seu irmão Sérgio (Loirinho) aprendeu a dirigir em uma F 75, que dizia ser original, mas até hoje não sabemos se é verdade, porque ninguém nunca viu e nem mesmo seu irmão confirma essa versão.
 

Após residir 3 anos em Dourados, em 2.000 resolveram comprar um JIPE 51 (que o Cassiano tinha adquirido do Kapeta) e assim acabaram se conhecendo e começaram a sair juntos nos passeios de final de semana, aumentando assim os adeptos e apaixonados por JIPE. Em 2.001, Marcelo Berto Fleury (Rikim), oriundo de São Paulo (disse que era da capital, mas achamos que não é bem assim, mas não tem como comprovar essa versão) conheceu os irmãos Sartori e o Kapeta, mas ainda não possuía JIPE, mais gostava do esporte, pois participava de competições como navegar em provas da MITSUBISH (também não sabemos se é verdade), adquirindo seu primeiro JIPE no mesmo ano, um dia após seu aniversário e que hoje se tornou junto com os irmãos Sartori alucinados por jipes velhos que não funcionam. No mesmo ano Racib Panage Harb (Presidente não pode ter apelido*), adquiriu seu primeiro e único JIPE até hoje, (não consegue se desfazer dele), JIPE que ficou mais de 6 meses para sair da oficina e nesse intervalo conheceu os irmãos Sartori (Sérgio e Carlos), Vanderlei Nunes, Evandro Viegas Lemes e Marcelo Berto Fleury e assim voltou a idéia de se formar o JIPE CLUBE DOURADOS, sendo feito e hoje contamos com 14 associados, praticantes e ativos na vida de JIPEIRO (coisa que não sabemos na vida sexual).